As empresas que vendem leite dizem que o leite de animal dá cálcio, o que é mentira – a realidade é que o leite retira o cálcio dos ossos. O cálcio é um óptimo neutralizador de ácidos e está em maior concentração nos nossos ossos. Ao estarem a ingerir leite de origem animal, este mesmo cálcio dos ossos que nos mantém fortes e estáveis, é retirado dos ossos e utilizado para neutralizar os ácidos do leite. Depois de esse cálcio sair dos ossos e neutralizar o leite ingerido, é expelido pela urina e perde-se. O que resulta numa deficiência de cálcio no organismo de quem consome leite.

A lactase é uma enzima que se encontra na mucosa intestinal do intestino delgado dos humanos. No nascimento quase todos nós produzimos esta enzima para digerir o leite materno. Mas aos 10 anos, muitas pessoas deixam de produzir a enzima lactase e deixam de digerir bem o leite (seja ele qual for, materno ou de outra espécie) Praticamente todos nós nos tornamos intolerantes à lactose, sem saber. A intolerância não é só aparecerem borbulhas no rosto e corpo. Não é só a má digestão. Mas também o inchaço, o engordar, o cansaço, o desenvolvimento de doenças, cancros, falta de força e falta de cálcio, entre tantas outras!

Somos a única espécie que ainda se mantém a beber leite e apenas porque a industria ganha milhões diariamente, matando e trazendo doenças a quem ainda consome leite. Seja leite do dia, leite UHT, leite directamente da vaca, entre outros. O leite tem vitaminas e nutrientes para o bezerro um dia ser uma vaca, nunca o leite, poderia ser bom para os humanos. O leite é bom e saudável, mas APENAS para o bezerro, para os humanos é um VENENO.

De onde vem o leite de origem animal?
Apesar de se ter espalhado o mito de que as vacas produzem leite espontaneamente, é errado. As vacas apenas produzem leite quando estão grávidas. Assim como as mulheres produzem leite para os seus filhos, as vacas produzem leite para a alimentação das suas crias que estão para chegar. Por isso, os produtores de leite para terem um produção ininterrupta de leite, as vacas são forçadas a engravidar e a dar à luz a filhos constantemente. São engravidadas através de inseminação artificial, que é feita através da introdução forçada de um braço de um homem no recto da vaca para posicionamento do útero, e um instrumento para depositar do sémen, é empurrado pela vagina das vacas. Por outras palavras, as vacas são violadas repetidamente, durante vários e duros anos.

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As vacas têm fortes ligações com os seus filhos e vêm repetidamente os seus filhos recém-nascidos serem-lhes roubados para que os humanos possam beber o leite que era destinado às suas crias – os bezerros. Quando nascem as crias (normalmente de partos forçados), o processo de separação entre a mãe e a cria é horrível e traumatizante para ambos. Gritam enquanto se vêm a ser afastados. As vacas choram e emitem sons agonizantes durante vários dias por lhes terem roubado os bebés, os seus filhos. Tal como não há maior dor do que a perda de um filho para uma mãe humana assim o é para uma mãe vaca, que ama e quer cuidar dele.

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Depois os filhos que nascem machos, como não podem engravidar e produzir leite (são não têm valor comercial), alguns são mesmo considerados subprodutos do leite e são mortos ainda recem-nascidos. Outros são confinados a espaços muito pequenos e amarrados para que não se mexam e não ganhem músculo, assim a carne pode ser vendida como sendo tenra – uma carne branca e pobre em ferro. As vitelas durante estes dias em cativeiro são alimentados de leite desnatado em pó e vitaminas para crescerem rapidamente. São animais anémicos e com imensas doenças, muitos não conseguem sobreviver ao duro confinamento até ao dia do abate no matadouro. Os filhos das vacas são então mortos depois desse massacre todo e são ainda uns bebés, com anemia, sem as mães e numa vida tão miserável e curta – são depois vendidos como carne de vitela. As fêmeas ficam com o mesmo destino que as suas mães e vão substituir as vacas leiteiras que já estão esgotadas de tanta exploração. Também as filhas das vacas têm um crescimento cheio de sofrimento até chegar ao dia que começam a ser violadas para começar a dar leite. Arrancam os chifres das vacas jovens, depois os produtores colocam um tipo de pasta cáustica que lhe provoca imensas dores durante horas, enquanto se contorçam. No final colocam um ferro quente para que nunca mais o chifre consiga crescer. Tudo isto sem anestesias e sobre pressão. Os chifres das vacas têm milhares de terminações nervosas o que as faz sofrer durante muito tempo.

As vacas são novamente engravidadas no terceiro mês de lactação. O ciclo de inseminação, gravidez, partos forçados e lactação é repetido anualmente. E hoje os produtores por meio de reprodução selectiva, manipulação genética e alimentação com hormônios, conseguem que uma vaca produza aproximadamente 10 vezes mais leite do que produziria se fosse para alimentação do seu berrezo. O que leva a uma sub-carga enorme nas tetas da vaca, o que provoca uma mastite (inflamação da glândula mamária), que lhes causa bastante dor e sofrimento. As vacas leiteiras não vêem o sol, não amamentam os seus filhos, vivem em condições degradantes, são alvo de violência e ainda são ordenhadas por máquinas que fazem a sucção do leite, o que lhes provoca feridas onde depois surge sangue e pus que vai também para o leite (é permitido uma percentagem de sangue e pus no leite – a industria dá-lhe o nome de “células somáticas” = um aumento de células quando há uma infecção). Por tudo isto as vacas desenvolvem várias doenças, que para as combater, os produtores de leite utilizam vários antibióticos e ainda administram pesticidas, e tudo isto vai para o leite que é consumido pelos humanos. Depois de terem sido inseminadas artificialmente, terem sido mães, mas verem os seus filhos serem levados e constantemente ordenhadas dolorosamente – estão de tal forma cansadas, física e psicologicamente esgotadas de produzirem repetidamente e em grandes quantidades tanto leite para os humanos, que aos 5 anos de idade (inicio da sua idade adulta), começa a haver uma diminuição na produção de leite. Nessa altura são enviadas para o matadouro e mortas. O processo de matança da vaca é tão horrível como a sua vida inteira em cativeiro. Nota: Uma vaca livre de exploração da carne e do leite e que viva em santuários pode viver mais de 25 anos.

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Quando chega o dia de serem levadas para o matadouro ainda existe o transporte que é mais um sítio aterrorizante, a vacas depois de produzirem leite em quantidades exorbitantes, estão com feridas nas tetas e osteoporose, de tal forma que algumas já não conseguem andar e são arrastadas brutalmente, por cordas ou máquinhas. Quando chegam ao matadouro tanto as vacas como as vitelas o sentimento, o cheiro e a sensação é de que a morte é a próxima etapa de sofrimento. É disparado por uma pistola êmbolo retráctil / pistólas pneumáticas para as atordoar, o que provoca danos sérios no cerebro. Ao tentar escapar e fugir, mexem-se violentamente o que não facilita o processo de atordoamento e muitas continuam vivas e conscientes sentindo tudo o que vem depois. Presas por uma das patas são içadas para cima ficando com a cabeça para baixo e levadas num mecanismo em movimento até ao local onde vão ser degoladas enquanto o coração bate para que o sangue seja todo explido do corpo. Neste momento ainda é-lhes retirada a pele por inteiro. Todas aquelas vacas e vitelas que se manteram vivas, sentem todo o processo doloroso da pele a ser separada dos músculos.

Sempre que comprar leite, queijos, iogurtes e todos os lacticínios de origem animal está a apoiar todo este sofrimento e exploração desnecessária. O leite é tortura e violência por mais bonito e alegre que seja o pacote de leite. Está a matar outros animais e ainda a permitir uma má alimentação para si também.

Os humanos são os únicos mamíferos que continuam a consumir leite (que nem sequer é da sua espécie) depois de adultos. Se cada um de nós disser NÃO ao consumo de leite e aos derivados, os produtores serão obrigados a diminuir a exploração de vacas leiteiras. Não se despreze, acredite em si e saiba que pode fazer a diferença, por eles (os animais) e por si (pela sua saúde).

Então e o leite de vacas leiteiras que vivem na natureza?
Qualquer rotulo alegre que virem nos leites é uma mentira que contam aos consumidores, para que não tenham pena em explorar animais indefesos. Todas as vacas têm de ser inseminadas artificialmente e em todas elas são colocados instrumentos para fazer a sucção do leite, o que lhes provoca feridas nas tetas, surgindo sangue e pus que vão também para o leite (como disse em cima, é permitido uma percentagem de sangue e pus no leite – a industria dá-lhe o nome de “células somáticas” = um aumento de células quando há uma infecção). De qualquer das formas seja como for e em que situação se encontram as vacas que dão leite aos humanos, no final o seu destino vai ser o matadouro e toda aquela tortura.

Mas tenho uma vaca e nunca lhe fizemos isto
Por vezes ouço histórias de pessoas que têm vacas ou os familiares têm ou tiveram vacas e dizem qua nada disto se passa. Claro que não se devem passar coisas iguais às descritas nos textos acima, porque uma ou duas vacas não são comparadas aos milhares que os produtores possuem. Quando se trata de grandes produções, grandes consumos, toda a produção altera-se, todo o tratamento para com as vacas altera-se. No entanto, mesmo vacas ou cabras particulares não deveriam ser utilizadas para dar leite aos humanos.

Alternativas / Opções
As bebidas vegetais são cada vez mais fáceis de encontrar e uma ótima opção ao leite. As bebidas vegetais são proteicas, fornecem cálcio, nutrientes, vitaminas D e do complexo B (nomeadamente a cobalamina = B12). Existem em imensos sabores para vários paladares – soja, aveia, arroz, soja e aveia, amêndoa, avelãs, espelta – tantas opções que algum deles vai gostar. Se não gostar logo ao inicio, é um processo de adaptação do paladar. Que com o tempo habitua-se. Pode utilizar as bebidas vegetais nos cereais da manhã ou de qualquer hora do dia, ao café, às cevadas, ao chocolate, aos bolos e até mesmo em refeições. São muito versáteis e as opções são muitas.

São mais caras as bebidas vegetais?
Os valores dos produtos de origem vegetal podem neste momento serem mais altos porque a produção destes ainda é muito inferior à produção de produtos de origem animal. Como também o IVA das bebidas vegetais está a 23% e o de origem animal a 6% pela falta de informação do estado por ainda considerar o leite um bem essencial e as bebidas vegetais um luxo, assim como os produtos derivados de oleaginosas vs os queijos e as carnes (e isto é algo que temos de mudar). Mas quantos mais começarmos a comprar, mais produção de produtos de origem vegetal vão ser produzidos, mais o preço vai baixar e mais rapidamente chega ao IVA a 6%.
No entanto saber que compramos algo saudável e que isso vai sobressair na nossa qualidade de vida, acabamos por poupar mais.
É preciso sabermos apostar o nosso dinheiro, onde poupar e onde gastar. Sei que existem marcas de leites de origem animal muito em conta, mas também existem marcas de leite de origem animal com valor muito igual às bebidas vegetais de marca branca como por exemplo (Aldi, Continente, Jumbo, Lidl, Mini-Preço e Pingo Doce).
É ainda assim preferivel gastar um pouco mais nas bebidas vegetais e poupar na saúde, nomeadamente a falta de cálcio (que o leite retira) do que gastar dinheiro em farmácias, hospitais, etc.
Pode ainda optar então por fazer as bebidas vegetais em casa. Existem imensas opções na internet, em livros como: Cozinha 100% Vegetal e Saudável (à venda também nas livrarias, supermercados e online) ou ainda pode ver algumas ideias aqui no site em: Bebidas Vegetais.

O leite de vaca faz bem se formos um bezerro, o leite de cabra faz bem se formos um cabrito, o leite segregado pelo oganismo e que sai pelas tetas ou pelo peito faz bem se pertencermos à espécie de onde ele é produzido. O leite de vaca é RICO, mas em DOENÇAS nos humanos.

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